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11 de outubro de 2018

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  Jary, um calau que é mantido em cativeiro em Singapura, recebeu uma prótese após ter parte de seu bico destruída por um tumor e removida cirurgicamente.
  
  Em julho, funcionários do Jurong Bird Park notaram um rasgo de 8cm no bico do calau bicórnio macho e suspeitaram que ele poderia ter câncer. O tumor estava atacando uma parte do bico chamada de "capacete". Grande parte do tecido sob o capacete de Jary havia sido destruído pela doença.
  As perspectivas eram sombrias: dois calaus já haviam tido câncer no mesmo parque - um deles morreu após fazer quimioterapia, e, no segundo caso, o câncer já estava em estágio avançado demais para qualquer tipo de tratamento.

  Jary foi submetido a exames e foi feita uma biópsia do tecido afetado. Uma análise confirmou que era câncer, e cirurgiões veterinários decidiram remover o tumor. Uma prótese do capacete para Jary foi fabricada com uma impressora 3D. O capacete comprometido foi removido. Depois, resina dental foi aplicada ao novo capacete para selar quaisquer aberturas. O calau recebeu o nome Jary porque significa "guerreiro de capacete" no idioma nórdico antigo. Jary recebeu alta em setembro. Ele usará a prótese até que seu capacete natural cresça novamente.

8 de junho de 2018

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  Um orangotango caminha sobre o tronco de uma árvore. Vai até uma escavadeira que corta as árvores de seu habitat natural na Indonésia. Ao enfrentar a máquina, cai no chão. A paisagem é desoladora. Seu habitat está completamente devastado e o animal procura um refúgio. Estas duras imagens fazem parte de um vídeo gravado em 2013 e publicado no Facebook na terça-feira pela organização internacional Animal Rescue.

“Este orangotango desesperado busca freneticamente um refúgio ante o poder destrutivo da escavadeira, uma máquina que dizimou tudo o que o rodeia”, afirma a organização na rede social.

  A entidade, que no final conseguiu resgatar o orangotango, alerta em seu site que os animais na Indonésia sofrem e morrem pela destruição da floresta. A derrubada de árvores tem como principal objetivo a produção de azeite de dendê (ou óleo de palma, que faz parte da composição de produtos famosos como a Nutella).
  As populações de orangotangos na ilha de Bornéu diminuíram mais de 50% nos últimos 60 anos, segundo a International Animal Rescue. Além disso, seu habitat se reduziu em pelo menos 55% nos últimos 20 anos. “Infelizmente, cenas como essa são cada vez mais frequentes na Indonésia. O desmatamento fez com que a população de orangotangos despencasse. Os habitats são destruídos e os orangotangos morrem de fome”, acrescenta a entidade.
  A equipe da International Animal Rescue transfere os orangotangos cujo habitat foi destruído para áreas seguras de floresta protegida. Além disso, resgata e cuida de bebês orangotangos que foram separados de suas mães, já que algumas vezes os exemplares são vendidos de modo ilegal como mascotes.
  A organização publicou esse vídeo nas redes sociais em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, com a seguinte mensagem: “Plante uma árvore e ajude-nos a reconstruir e proteger o precioso habitat dos orangotangos”. O vídeo já foi reproduzido mais de 160.000 vezes e compartilhado em mais de 5.000.



“É muito duro de ver! Este orangotango estava tentando proteger o único lar que conhecia. Um humano teria feito o mesmo se alguém tivesse destruído seu lar”, afirma um usuário do Facebook.
“Por que esses trabalhadores não pararam o que estavam fazendo a essa pobre criatura? Deveriam ter se assegurado de que o animal estava a salvo e fora de perigo antes de continuar seu trabalho”, disse outro.


  O grupo de defesa dos animais PACMA também comentou o vídeo no Twitter: “Eles não podem fazer nada, mas nós, sim. Evitando o consumo de óleo de dendê podemos impedir esse massacre.”

Via: El País

2 de maio de 2018

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  O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) de Sergipe resgatou uma coruja e seu filhote do fosso de uma residência no bairro Santos Dumont. Os dois animais estavam voando, caíram e não conseguiram sair por ser bastante apertado.
  As aves foram levadas ao Parque dos Falcões e estão saudáveis. No entanto, o fato retomou uma reclamação que vem sendo recorrente pelo órgão federal: a de carregar, sozinho, a responsabilidade pelo manejo de fauna em vida livre, mesmo a Constituição determinando que União, estados e municípios devem arcar com este tipo de atividade.
  Em nível estadual, o Pelotão Ambiental da Polícia Militar (PPAmb) também realizava fiscalizações, buscas e resgates e levava os animais salvos ao Centro de Triagem do Ibama. Com a reforma, o trabalho deixou de ser realizado por não ter, àquele momento, destinação adequada para os animais.
  Luciano Bazoni, chefe da divisão técnica do Ibama em Sergipe reclamou de sobrecarga.

“O Estado e os municípios precisam cuidar também. Tudo isso demanda recursos. O tempo é de crise, ninguém quer gastar, e o meio-ambiente acaba sofrendo. Nossas competências acabam sendo ‘exclusivas’, mas nós continuamos fazendo porque não vamos deixar os animais morrerem. Queremos alertar a sociedade para essa situação, porque não conseguimos atender as demandas, que são muitas”, desabafou.

  Em rápido contato com o Pelotão Ambiental, a comandante informou que a decisão foi tomada pelo Centro de Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) e recomendou que entrássemos em contato com o setor de Relações Públicas da Polícia Militar (PM) e com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Assim fizemos, mas não tivemos nossas ligações atendidas. Procuramos o coronel Willian Vasconcelos, do Ciosp, porém também sem sucesso.

  • Resgate
  O Ibama resgatou também, na cidade de Areia Branca, cerca de 15 pássarinhos, a exemplo das espécies papa-capim e canário da terra. As aves estavam na casa de um homem, que não tinha autorização para criá-los. Bezzoni ressalta que retirar animais de sua natureza ambiental é crime, passível penalização por multas, que podem chegar até R$5 mil por animal, caso pertença à espécie ameaçada de extinção.


Via: ANDA | Fonte: Infotnet

28 de março de 2018

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  Recentemente estamos vivendo no nosso país uma série de retrocessos que vão contra toda a luta pelos direitos dos animais até hoje. Proibida desde 1967, a caça de animais silvestres na verdade nunca deixou de existir no Brasil e esse é um dos principais fatores que levam à extinção de várias espécies ameaçadas. Mas um projeto tramita na Câmara dos Deputados prevê a regulamentação do exercício de caça no país. Trata-se do Projeto de Lei 6268/16 de autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), membro da bancada ruralista. O projeto anula a Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67), que proíbe o exercício da caça profissional. Defensores do projeto de lei justificam que é preciso conter algumas espécies, pois são consideradas invasoras e oferecem perigos ao ecossistema. O projeto de lei também retira da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) o agravamento até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano, e multa, por matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais sem licença se isso for feito durante caça profissional. Isso sem dúvida é um retrocesso enorme para o nosso país.
  Hoje, a caça ao javali é permitida pelo IBAMA desde 2013, essa espécie não é nativa da fauna brasileira e por isso não existem predadores naturais no Brasil. Estes animais europeus foram introduzidos no Rio Grande do Sul na década de 90 e tiveram sua criação permitida por órgãos do governo, a princípio para servir como carne “exótica”. A carne do javali não foi bem recebida pelos brasileiros, e por isso, sem medidas preventivas de controle e fiscalização eficientes, os javalis eram soltos por antigos criadores ou fugiam e encontravam um ambiente favorável para reprodução, ao longo dos anos, a população de javalis cresceu massivamente. Agora a espécie é considerada uma “praga invasora” e como resultado, milhares de animais agora são injustamente submetidos à perseguição e a uma morte cruel como “solução” para um problema que foi causado e perpetuado pelo homem.
  Reconhecemos que, ainda assim, este é um problema ambiental, sanitário e social crítico e que precisa ser atendido. No entanto, incentivar que a população pratique a caça é uma medida arriscada e imoral que vai contra os esforços do país para promover práticas de bem-estar animal. A crueldade da matança estende-se não só a esses animais, como também aos cães, que estão sendo criados para matar esse animais silvestres, muitos cães morrem durante a caçada ou são abandonados pelos caçadores, por não terem mais utilidade.
  Além de ser desumana, a matança de animais silvestres também prejudica outras espécies. O restante da fauna também está ameaçado pelas armadilhas, perseguição por cães e ferimentos de bala e muitas vezes, enfrentando horas de sofrimento antes de morrer. A arara azul, a onça pintada, o mico leão dourado, a capivara e tamanduá são alguns dos integrantes de uma lista com mais de 350 animais nativos estão ameaçados. 
  A caça na verdade serve para o gozo dos caçadores, uma verdadeira exteriorização do prazer pelo abate ou simplesmente para o tráfico de material biológico. A caça de animais silvestres nativos de nossa fauna deve ser repudiada, continuar sendo crime e fiscalizada, assim como também imploramos que a caça do javali europeu volte a ser proibida encontrando soluções éticas para o controle. Afinal, não é justo que os animais silvestres sejam responsabilizados e punidos por problemas causados pela nossa sociedade. Nossa fauna, já tão pressionada e devastada, deve ser protegida e não destruída. Imploramos que esse holocausto animal termine, por isso peço a sua ajuda nessa luta. ASSINE AGORA!

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