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4 de abril de 2018

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  A ONU Meio Ambiente listou as principais ameaças ambientais que precisarão ser enfrentadas este ano. Entre elas, estão os danos provocados nos recifes de corais, a poluição por plástico dos mares e oceanos, entre outras. Veja a lista completa.

  • 1. Recifes de coral
Com três quartos dos recifes de corais do mundo já sob risco — devido a ameaças que vão desde espécies invasivas à acidificação do oceano e poluição por protetores solares — a hora da ação é agora. A Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral escolheu 2018 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral. As ações já começaram em Fiji, com o anúncio governamental de importantes locais de preservação. A ONU Meio Ambiente já começou uma análise detalhada da situação dos recifes de coral no Pacífico. Aguarde mais notícias e ações sobre o tema durante o ano.
  • 2. Poluição por plástico
Com base no impulso gerado pela Assembleia Ambiental da ONU do ano passado, um grande foco será dado este ano no sentido de combater a poluição por plástico — eliminando as sacolas descartáveis, banindo os microbeads (micropartículas de plásticos) nos cosméticos e promovendo o uso de alternativas sustentáveis. A expectativa é de que haja mais notícias e importantes anúncios sobre este tema, incluindo de companhias multinacionais, em 2018.
  • 3. Deixar o mundo dos esportes mais verde
Com as Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang, na Coreia do Sul, no mês que vem, a Copa do Mundo da Rússia, em junho e julho, e os Jogos Olímpicos de Verão da Juventude, em Buenos Aires, em outubro, 2018 será um ano esportivo. Fique atento aos anúncios de novos compromissos de sustentabilidade de importantes organizações esportivas. Com bilhões de fãs de esporte no mundo todo, o impacto potencial é enorme.
  • 4. Meio ambiente e migração
Em dezembro, a comunidade internacional irá se reunir nos Marrocos para tentar fechar um novo pacto para migrantes e refugiados. As mudanças climáticas e a degradação ambiental já foram oficialmente reconhecidas como impulsionadores da migração — um fato que, corroborado pelos desastres relacionados ao clima, continuam a gerar manchetes na imprensa.
  • 5. Cidades e mudanças climáticas
Um importante tema de 2018 será como as cidades do mundo podem liderar a redução da emissão de gases do efeito estufa e desenvolver formas inovadoras de se adaptar às mudanças climáticas. Momentos importantes nessa frente será a Conferência de Cidades Resilientes que ocorre em abril em Bonn, na Alemanha, e a Cúpula de Ação Global para o Clima, que será realizada em setembro em São Francisco, nos Estados Unidos.
  • 6. Grandes felinos
No último século, o mundo perdeu 95% de sua população de tigres. Em apenas 20 anos, a população de leões na África caiu mais de 40%. Leopardos da neve, onças e espécies similares também estão em perigo devido à perda de seus habitats, à caça e outros tipos de ameaças. Em 2018, a expectativa é de que haja novas iniciativas para proteger os grandes felinos do mundo.


Fonte: ONU Brasil

3 de abril de 2018

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87% das tartarugas-verdes adultas analisadas são fêmeas.
  O aquecimento global está alterando as porcentagens de sexos em algumas populações de tartarugas marinhas do planeta. O fenômeno é conhecido há anos, mas a comunidade científica está começando a alertar para casos absolutamente extremos. Uma equipe internacional de oceanógrafos detectou agora que os espécimes jovens de uma das maiores populações de tartarugas-verdes do mundo – localizada na parte norte da Grande Barreira de Coral, na Austrália – são fêmeas em mais de 99% dos casos.

“Com um aumento previsto da temperatura média global de 2,6 graus em 2100, muitas populações de tartarugas marinhas correm o risco de sofrer uma alta mortalidade de seus ovos e de ter uma descendência exclusivamente feminina”, advertem os autores de um estudo liderado pela endocrinologista Camryn Allen e o biólogo Michael Jensen, ambos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

  As tartarugas-verdes, que chegam a pesar 190 quilos e vivem em águas de 140 países, estão em perigo de extinção, principalmente por causa do comércio de seus ovos e pela invasão humana das praias onde fazem ninhos, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Assim como entre as demais tartarugas marinhas, o sexo dos exemplares dessa espécie é determinado fundamentalmente pela temperatura durante a incubação de seus ovos na areia. Na parte sul da Grande Barreira de Coral, banhada por águas mais frias, nasce um macho para cada duas fêmeas. Na parte norte, a proporção é de um macho para cada 116 fêmeas, segundo resultados publicados na revista especializada Current Biology. Os números mudam ao analisar tartarugas em idade adulta. Na região mais quente, 87% dos exemplares são fêmeas, em comparação a 69% na área mais fria.

“Esses resultados vão de acordo com previsões que temos feito há anos sobre o impacto do aquecimento global sobre as tartarugas marinhas, mas é preocupante que isso já esteja ocorrendo entre as tartarugas jovens e sub-adultas de populações importantes”, diz o pesquisador Adolfo Marco, da Estação Biológica do Parque Natural de Doñana, na Espanha.

  Em 2011, a equipe de Marco alertou que 91% dos nascimentos de tartarugas-de-couro em uma região do Mar do Caribe eram fêmeas. “O aumento de apenas 0,1 grau nas temperaturas máximas diárias do ar pode provocar uma total feminização da espécie”, advertiu, na época, seu colega Juan Patiño.
  Marco explica que o novo estudo internacional “confirma pela primeira vez” em uma grande população de tartarugas que o enorme desvio para um maior número de fêmeas observado nos filhotes se mantém entre os animais adultos. O cientista lembra que foram lançadas várias hipóteses sobre o fenômeno, como a de que o aquecimento produziria poucos machos, mas mais fortes e aptos à sobrevivência; ou que as tartarugas buscariam refúgios térmicos, em zonas mais frias, que gerariam mais machos e que compensariam a proporção entre os sexos. “Os dados do novo estudo mostram a primeira população na qual se confirma a pior expectativa”, afirma Marco, que não participou do trabalho na Austrália.

“Como as tartarugas levam muito tempo para amadurecer, a manifestação dessa ameaça em adultos se atrasa no tempo, mas aí é onde realmente poderia começarmos a observar um colapso da reprodução por falta de machos”, alerta Marco. “Uma razão de sexos de 87% em adultos, como mostra o estudo, já é muito preocupante. E no futuro a previsão é que isso aumente e se torne um problema mais generalizado”.

Fonte: El País

12 de outubro de 2017

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Nota: O Ártico é uma das regiões mas primitivas - e frágeis - da Terra. Hoje, o Presidente Obama e o Primeiro Ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciaram passos históricos para proteger suas águas e nosso planeta para as futuras gerações. Esta semana, o Presidente Obama determinou que a maior parte das águas árticas está indefinidamente fora dos limites de perfuração de óleo e gás. Abaixo, o fotógrafo de exteriores Paul Nicklen, nascido e criado no Ártico, pondera sobre o que isso significa para a região intocada que ele chama de casa.
  Nos últimos 40 anos, percorri as regiões polares de nosso mundo. Eu comecei ainda criança, crescendo em uma comunidade Inuit na Ilha de Baffin, no Canadá, onde aprendi com o povo Inuit não apenas a sobreviver em nosso ambiente, mas a prosperar e amar o Ártico por tudo que ele tem a oferecer.
  Mais tarde, como um cientista, tente usar dados para defender a conservação, mas não até eu me tornar um fotógrafo polar para a revista Sea Legacy e National Geographic, onde finalmente encontrei uma maneira de transmitir a urgência de proteger esse ecossistema para o bem da humanidade.

 

  Como cientista, o que sei sobre o Ártico é aterrorizante. Atualmente, o Ártico está aquecendo duas vezes mais rápido do que em qualquer outro lugar do planeta. Como fotógrafo, posso observar e documentar esses efeitos em primeira-mão: o recuo de geleiras, o desespero das populações de animais selvagens e cidades impactadas pelo aumento do nível do mar.
  E à medida que a paisagem muda, impulsionada pela mudança climática, observo a região ártica se tornar cada vez mais vulnerável. Em particular, devemos enxergar o desaparecimento acelerado do gelo marinho pelo que ele é: um sinal de uma mudança catastrófica eminente. O perigo de um derramamento de óleo seria um golpe fatal para este ecossistema intocado e criticamente importante.
  Mas, com a liderança do Presidente Obama, demos um passo adiante. Ontem o Presidente Obama designou grandes porções do oceano ártico dos Estados Unidos como, indefinidamente, fora dos limites para futuras retiradas de óleo e gás.

 

  A nova demarcação - que engloba todo o mar Chukchi dos EUA e grande parte do mar Beaufort dos EUA - proporcionará uma proteção necessária para o vibrante e único ecossistema do Ártico, que é lar de mamíferos marinhos e outras fontes ecológicas vitais e espécies marinhas, e da qual muitas comunidades nativas do Alaska dependem. Com esta medida, protegemos cerca de 125 milhões de acres do Ártico de futuras extrações de óleo e gás desde 2015.
  Esta decisão também vem em conjunto com o anúncio do Canadá de que congelará a concessão de áreas para extração de óleo e gás nas águas do Ártico, que será avaliada a cada cinco com base no clima e na vida marinha.
  Minha carreira como cientista, fotojornalista e co-fundador da SeaLegacy.org tem me ensinado que apenas adivertir as pessoas de que o gelo está derretendo não funciona. As temperaturas estão subindo. Animais estão sofrendo, com fome e se afogando. Os níveis da água estão gradualmente avançando sobre as cidades. Não podemos mais apenas falar sobre isso. Precisamos mostrar ao mundo o quão urgente isso é com fotos e histórias e, principalmente, com ações.

 

  Neste ritmo, o Ártico não terá mais gelo em 2050. É uma mensagem difícil de escutar, mas fácil de entender quando você vê os danos nos polos da Terra. Espécies cuja sobrevivência está ameaçada, como a morsa do Pacífico, o urso polar, a baleia-da-groenlândia, a baleia-comum, os êider-de-lunetas e os êider-de-steller que se beneficiarão com esta proteção, assim como as comunidades que dependem do ecossistema do Ártico para manter seu estilo de vida. Espero que as fotografias da Sea Legacy se tornem defensoras deste lindo ecossistema e inspire ações imediatas para protegê-lo.
  Obrigado, Presidente Obama, por dar um passo adiante. Não para trás.

Escrito por Paul Nicklen


Fonte: Mediu.com | The White House | Tradução: Eco Fortal

22 de julho de 2017

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  Cientistas alertam que devemos considerar um quadro maior do clima e não um intervalo pequeno de tempo para observar o impacto das alterações climáticas.
Caro EarthTalk: Todas estas enormes tempestades de gelo e neve em todo o país significam que o mundo não está realmente aquecendo? Eu nunca vi tal inverno! – Mark Franklin, Helena, MT

  Argumentos ou dúvidas pertinentes como as do comentário acima, retirado do Earth Talk da revista Environmental Magazine,  correlacionam o frio intenso que algumas regiões do planeta está sofrendo à uma possível refutação do aquecimento global. O fato é que o mundo está se aquecendo à medida que continuamos a bombear dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa na atmosfera, e extremos de frio em regiões e épocas isoladas não significam um comprometimento dos dados coletados durante uma grande quantidade de tempo e que indicam mudanças climáticas.
  De acordo com a National Aeronautics and Space Administration (NASA), os 10 anos mais quentes registrados ocorreram desde 1997. E o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), relata que as últimas décadas foram as mais quentes desde pelo menos cerca de 1000 dC, e que o aquecimento que temos visto desde o final do século 19 não tem precedentes nos últimos 1.000 anos.
“Você não pode dizer muito sobre o clima ou onde ele está indo, concentrando-se em um dia particularmente frio, ou época, ou ano, mesmo”, escreve Eoin O’Carroll do Christian Science Monitor. “Está tudo nas tendências de longo prazo”, concorda o Dr. Gavin Schmidt, climatologista do Instituto Goddard da NASA para Estudos Espaciais.
  A maioria dos cientistas concorda que é preciso diferenciar entre tempo e clima. A NOAA define clima como a média de tempo durante pelo menos um período de 30 anos. Aberrações periódicas como essas tempestades de inverno rigorosos que assolam muitos países (inclusive o Brasil) – não questionam a ciência do aquecimento global induzida pelo ser humano.
  O outro lado da questão, é claro, é se o aquecimento global é, pelo menos em parte, culpado pelo clima de inverno especialmente rigoroso. Como foi falado em uma recente coluna do EarthTalk, as temperaturas mais quentes no inverno de 2006 fizeram com que o Lake Erie não congelasse, pela primeira vez em sua história. Isso realmente levou ao aumento da neve porque havia uma quantidade muito maior de água evaporada do lago disponível para a precipitação.
  Mas enquanto eventos climáticos mais extremos de todos os tipos – desde tempestades de neve até furacões e secas – são efeitos colaterais prováveis de um clima em transição, a maioria dos cientistas sustentam que qualquer pequena variação do tempo ano-a-ano não pode estar ligada diretamente a qualquer um aquecimento ou resfriamento do clima.
  Mesmo a maioria dos céticos do aquecimento global concordam que uma onda de frio específico ou tempestade não tem qualquer influência sobre se o problema do clima é real ou não. Um tal cético, Jimmy Hogan, do site da  Rational Environmentalist escreve: “Se estamos jogando fora evidências anedóticas que refutam o aquecimento global, devemos ao mesmo tempo jogar fora evidências anedóticas que suportam isso.” Ele cita grupos ambientalistas sustentando o furacão Katrina como prova do aquecimento global como um exemplo deste último.
  Ademais, todos nós devemos ter em mente que cada vez que ligamos o aquecedor neste inverno para combater o frio, estamos contribuindo para o aquecimento global por consumir mais energia de combustível fóssil. Enquanto não pudermos mudar a nossa economia sobre a fontes de energia mais verdes, o aquecimento global será um problema, independentemente de quão quente ou frio ele estiver lá fora.


15 de janeiro de 2017

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Por causa das mudanças climáticas, cientistas se preocupam com a falta de alimentos para os ursos.
  Sebastian Copelanda é um fotógrafo e ativista ambiental que liderou diversas expedições bem sucedidas no Ártico Canadense.
  Em uma recente viagem, ele tirou uma foto devastadora de um cadáver emaciado de urso polar no norte de Nuvanut. Copeland acredita que o urso polar "provavelmente morreu de fome", disse ao BuzzFeed Canada.
  Copeland estima que o urso tinha em torno de dois anos de idade, então é pouco provável que a causa da morte seja alguma doença. Ele também observou que "não haviam marcas de sangue" e "marcas consistentes de diarreia". A população de Inuit também lhe contou que presenciou uma enorme migração de ursos polares para fora daquela área.
  Mesmo que ele não possa afirmar com 100% de certeza, ao contrário do que dizem as notícias, ele afirma que "é altamente provável que esteja ligado a mudança climática".

Sebastian Copeland é um fotógrafo e ativista que já liderou várias expedições de sucesso ao Ártico Canadense.
  Embora não haja como provar, a não ser que seja feita uma autópsia, os relatos sobre mortes de ursos polares devido à fome aumentaram em várias áreas, disse um cientista.
 Andrew Derocher é um professor na Universidade de Alberta que estuda ursos polares há 32 anos. Ele contou ao BuzzFeed Canada que, embora seja difícil afirmar o real contexto da foto [do urso morto], ela despertou discussões sobre as mudanças climáticas, que se tornou uma questão mais urgente.
  "Coletivamente, como cientistas de ursos polares, estamos recebendo mais relatos de casos como esse", ele disse. "Antes, as pessoas iriam embora, "oh, é um urso polar morto'. Agora, é uma questão muito maior, e mais pessoas estão estudando isso, recebemos mais desse tipo de informação".
  Derocher explica: "A falta de alimento é um dos dois mecanismos de declínio para os ursos polares. Menos gelo significa que os ursos polares gastarão mais energia para sobreviver e caçar sua presa. O segundo mecanismo do declínio da população está relacionado a pouco sucesso da reprodução da espécie. Quando você une uma pequena chance de sobrevivência com menos reprodução, vemos a queda da população que presenciamos em algumas áreas."
  Porém, Derocher repete que não podemos tirar conclusões iguais a partir de uma única foto - temos que olhar para paisagens maiores para entender como a mudança climática está afetando os ursos polares, e está afetando os ursos polares.
  "Não podemos dizer que neste caso a causa foi a falta de alimento, poderia ser por conta de um ferimento, talvez raiva, ou alguma outra doença", ele disse. "Mas estamos vendo mais ursos polares morrendo de fome no Ártico Canadense. A fome é a principal causa."
polarbearsinternational.org


Fonte: BuzzFeed | Tradução: Pet Builder

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