25 de agosto de 2018

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Imagem mostra o uso da terra no Brasil em 1985 e 2017.
  O Brasil perdeu 71 milhões de hectares, o equivalente a área dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo somados, entre 1985 e 2017, período que viu a área destinada à agricultura triplicar e a de pecuária crescer 43%. Essas são algumas das informações disponibilizadas ao público pelo projeto MapBiomas, apresentado nesta sexta-feira em Brasília. A ferramenta, inédita no mundo, permite a investigação da ocupação territorial de qualquer parte do Brasil, ano a ano, com resolução de 30 metros.
— É o mapa mais detalhados sobre a ocupação da terra já feito para um país — comemorou o coordenador-geral do projeto, Tasso Azevedo, da ONG Observatório do Clima. — Não é só um mapa, são 33, um para cada ano entre 1985 e 2017. Essa plataforma permite pegar qualquer parte do país, selecionar estados ou municípios, e acompanhar o histórico até os dias atuais.
  Com o MapBiomas é possível saber, por exemplo, que a cidade com menor cobertura vegetal do país é São Caetano do Sul, em São Paulo, e a com mais florestas é Altamira, no Pará. Nos últimos 33 anos, a Amazônia foi o bioma que mais perdeu áreas de florestas, mas, proporcionalmente, o Cerrado foi o mais devastado, com 18% de perdas líquidas. O Pampa perdeu 15%, a Caatinga, 8% e o Pantanal, 7%. Na contramão, a Mata Atlântica perdeu 5 milhões de hectares, mas, nos últimos dez anos, a regeneração superou o desmate.
  Azevedo explica que o MapBiomas foi construído a partir de imagens tornadas públicas recentemente do programa americano de satélites Landsat. Nesses arquivos estavam preciosidades com imagens em alta resolução de todo o território brasileiro a partir de 1985. E a análise só foi possível com a aplicação de tecnologias modernas de análise de imagens, aprendizado de máquina e processamento em nuvem.
  As imagens usadas pelo projeto são séries históricas produzidas pelos satélites Landsat, dos EUA. Para cada área de 30m por 30m do Brasil, o projeto atribui uma classificação de uso da terra (floresta, campo, pastagem, plantação, água, cidade etc.). Para cobrir o país inteiro, é preciso analisar mais de 9 bilhões de pixels, montados a partir de milhares de imagens de satélite para a série histórica.
— Cada área de 30 metros por 30 metros representa um pixel. Cada mapa completo do Brasil tem 9 bilhões de pixels — contou Azevedo. — Nós montamos um consórcio com 34 organizações e fechamos uma parceria com o Google Earth Engines, que roda o Google Maps, o Google Earth e o Waze. Nós criamos um algoritmo que aprendeu a classificar cada um dos pixels (em floresta, campo, pastagem, plantação, água, cidade, etc.) e processamos os dados na nuvem.
  O resultado é impressionante, com possibilidades de uso incalculáveis. Seja por curiosidade, para fins científicos ou de planejamento estratégico, o MapBiomas é uma excelente fonte primária de informações. Além de mensurar as perdas florestais, a ferramenta informa as transições: no que as áreas de matas se transformaram. Entre 1985 e 2017, por exemplo, 74,5 milhões de hectares de florestas foram transformados em pastos ou campos para a produção agropecuária.
  A Fiocruz, por exemplo, está usando as informações para cruzar dados de mortalidade de primatas com as mudanças no uso da terra, para tentar identificar locais prováveis para o aparecimento de surtos de febre amarela. No Pantanal, um projeto que investiga a contaminação de onças por mercúrio descobriu que as regiões onde os animais vivem tiveram garimpos instalados. A análise da cobertura florestal das bacias hidrográficas sugere que o desmatamento seja uma das explicações para a crise hídrica em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
  O projeto prevê a atualização do MapBiomas, mas a tecnologia deve ser ampliada para um sistema de monitoramento, atualizada mensalmente, para identificar de forma ágil as alterações no ambiente, com resolução de 3 metros.

Via: O Globo

19 de agosto de 2018

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  A atriz vencedora do Oscar, Natalie Portman, agraciou a telona durante a maior parte de sua vida, entretendo o público desde seus 12 anos, em seu primeiro filme “Léon: The Professional”.
  Ela continua deixando sua marca em Hollywood através de” Star Wars: A Ameaça Fantasma”,“Black Swan” e “Jackie”, últimas grandes produções que participou. Portman também é uma ferrenha defensora dos direitos animais e ambientalista de longa data.
  Seu novo documentário, “Eating Animals”, explora o surgimento da chamada agricultura industrial nos Estados Unidos e algumas das possíveis alternativas à carne, além de abordar a forma como são feitos os produtos de origem animal. O filme é uma adaptação do livro best-seller de mesmo nome, escrito por Jonathan Safran Foer em 2009.
“Ele escreve cartas para as empresas que produzem a carne dizendo: ‘Posso ver como a carne é produzida? Porque quero saber se devo ou não alimentar meus filhos com ela?’ O que é, você sabe, se você fizesse o mesmo pedido a uma fábrica de suco, ou de batata chips eles te levariam em uma visita à fábrica deles. E está completamente fechado, a indústria da carne, você não pode ver atrás da cortina”, disse Portman ao programa da CBS. “É porque [as condições] seriam terríveis para qualquer um de nós”, acrescentou Portman. “E 99% da carne é produzida dessa maneira, além de laticínios e ovos.”
  As fazendas industriais não são o que uma pessoa comum pode imaginar de uma fazenda, disse Portman: “Nós pensamos em grama, em um celeiro e em um fazendeiro”.
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“São animais produzidos em massa, em condições muito, muito apertadas. São como milhões de pessoas juntas que não podem andar”.
  No documentário, eles falaram com especialistas do setor e defendem os hábitos alimentares dos Estados Unidos. Não apenas as condições dessas fazendas são preocupantes, mas também o impacto negativo que elas causam ao meio ambiente, disse Portman.
“É o contribuinte número um para a poluição, mais do que carros. Quero dizer, se você se preocupa com o meio ambiente, deve se preocupar com a agricultura industrial e, você sabe, mudar as práticas agrícolas”, disse Portman. “As pessoas que costumavam fazer bem, os verdadeiros fazendeiros, os fazendeiros americanos, não estão sendo apoiadas”, disse Portman. “E é realmente um sistema corporativo que os está empurrando e criando uma maneira muito desumana de criar nossa comida.”
  “Eating Animals” estreou no último dia 15 nos Estados Unidos.


Via: ANDA

18 de agosto de 2018

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  O primeiro mapeamento genético completo de coalas revelou novas informações valiosas sobre o marsupial, mundialmente famoso. Os cientistas afirmam que a descoberta ajudará a prevenir a possível extinção do animal.
  Usando um supercomputador da Universidade de New South Wales, em Sidney, Austrália, 54 cientistas de todo o mundo sequenciaram mais de 20 mil genes de coala. Os resultados revelaram informações sobre como o animal sobrevive à dieta de folhas tóxicas de eucalipto, o impacto da clamídia em seu sistema imunológico, as propriedades benéficas do leite materno do animal, sua diversidade populacional em diferentes partes da Austrália e como ocorreu sua evolução.
“Da mesma forma que o mapeamento do genoma humano revolucionou a medicina para nós, ao ponto que você pode ter seu genoma sequenciado e a partir dele produzir um remédio personalizado para suas necessidades, o mapeamento genético dos coalas tem a intenção de trazer benefícios semelhantes”, disse a pesquisadora chefe Rebecca Johnson, do Museu Australiano.
  Os pesquisadores afirmam que suas descobertas podem ajudar a produzir uma vacina que proteja esses animais de uma de suas piores ameaças: a clamídia. A doença bacteriana causa infertilidade em coalas fêmeas, cegueira e retrovírus generalizado, um vírus semelhante à AIDS sobre o qual pouco se sabe, portanto erradicá-la auxiliaria os especialistas na luta contra a extinção do marsupial.
  A população de coalas sofreu uma grande queda no norte da Austrália desde a colonização europeia, porém aumentou nos estados de Victoria e Austrália Meridional. O estudo revelou que isso ocorre pois as populações de coalas que habitam o norte e o sul possuem níveis significativos de diversidade genética, resultado inédito até então.
  A pesquisa também descobriu que os coalas têm altos níveis de uma enzima em seus fígados que lhes permite sobreviver à ingestão de folhas de eucalipto, tóxicas para a maioria dos outros animais.
“Garantir que esta diversidade genética seja conservada em conjunto com outras medidas de conservação para proteger o habitat, reduzir acidentes de trânsito, ataques de cães e doenças, são as chaves para a sobrevivência a longo prazo do coala”, disse Johnson.
  Os resultados foram publicados online pela revista Nature Genetics.


Via: ANDA

7 de agosto de 2018

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  Um canguru morreu apedrejado em um zoológico no sudeste da China e outro ficou ferido depois que, em ocasiões separadas, vários visitantes atiraram pedras e tijolos nos animais na expectativa de vê-los pular. A situação escapou ao controle, e um dos animais sofreu uma hemorragia renal fatal. Depois dos incidentes, os donos do zoológico querem instalar câmeras de segurança para evitar agressões aos bichos.
  É habitual que os visitantes dos zoológicos tentem provocar os marsupiais para que saltem, segundo informa a agência AFP. As vítimas, que habitavam o zoológico de Fuzhou, na província de Fuijian, foram uma canguru fêmea de 12 anos e um canguru macho de 5. Apenas uma cerca de madeira de um metro de altura separa os visitantes dos marsupiais.
  O primeiro caso com consequências graves ocorreu em 28 de fevereiro, quando várias pessoas apedrejaram uma fêmea de canguru, causando-lhe feridas graves em uma pata. O animal morreu no dia seguinte, devido à hemorragia renal provocada pelas pedradas. Algumas semanas mais tarde, um marsupial macho de cinco anos ficou levemente ferido de maneira semelhante.
  Os funcionários do zoológico fazem com que haja atualmente menos cangurus na área de exibição ao público, segundo relatos na imprensa chinesa. Os espécimes, de acordo com fontes do local, costumam ficar mais ativos entre 8h e 10h, e entre 15h e 17h. Depois se alimentam e se deitam debaixo de uma árvore. Os turistas, segundo as normas do zoológico, deveriam respeitá-los.
  Não é a primeira vez que algum animal fica doente no zoológico por culpa dos visitantes. Os ursos e os macacos costumam ter problemas intestinais porque muitos turistas os alimentam com comida inadequada, como bolos ou pão.
  Além disso, em outros zoos do país as cenas de maus tratos também são habituais. Em junho de 2017, por exemplo, vários acionistas de um zoológico, em disputa com a administração do parque, lançaram um burro vivo em um lago para que tigres o devorassem. Vários visitantes viram a cena e a compartilharam em vídeo nas redes sociais.

Via: El País

3 de agosto de 2018

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  O Facebook virou a maior feira de tráfico de animais silvestre do país, segundo fiscalização do Ibama, mas o instituto diz não conseguir apoio efetivo da rede social para prevenir a prática. Em novembro de 2015, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, remeteu um ofício à direção do Facebook no Brasil, em São Paulo.
  O Facebook proibiu a venda de animais vivos, sejam os de estimação ou os voltados para pecuária, na rede social e no Instagram. Intitulado “Crimes e infrações contra o meio ambiente na rede social Facebook”, o documento informava que o sistema de recebimento de denúncias do órgão ambiental, a Linha Verde da Ouvidoria, havia registrado um aumento de ocorrências: de 60, em 2014, para 170 no ano de 2015.
  Segundo o Ibama, o Facebook era o principal veículo relacionado nas ocorrências registradas, representando cerca de 95% das denúncias dos crimes ambientais na internet. O Ibama pediu que a empresa enviasse um representante para uma reunião em Brasília a fim de tratar de estratégias para o combate de ilícitos ambientais ocorridos na rede social. Apesar da solicitação, o Facebook não indicou um funcionário para dar início ao diálogo, segundo o Ibama.
  Nos dois anos seguintes, 2016 e 2017, o órgão ambiental detectou uma explosão dos anúncios de tráfico de animais. Durante nove meses, entre 2017 e 2018, o Ibama pesquisou, separou e copiou inúmeras páginas no Facebook e outras redes sociais, nas quais era oferecido um total de 1.277 animais — 85% estavam em cativeiro e em 30% dos casos a venda foi comprovada.
  O Facebook novamente foi o líder, com 85% dos casos detectados pela fiscalização na rede social. Em apenas uma das páginas, o Ibama contou 274 animais oferecidos para venda, principalmente iguanas.
  Se todos fossem traficados, teriam rendido cerca de R$ 53 mil. No perfil havia a promessa de entrega em qualquer cidade do Brasil. Um jabuti era vendido a R$ 200 e uma iguana, a R$ 129. Uma jiboia sairia por R$ 350. Em outra página, que oferecia 81 animais, uma aranha tarântula era vendida a R$ 300, enquanto um escorpião podia atingir o dobro desse valor.
  Muitos dos animais oferecidos constavam da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagem em Perigo de Extinção, e outros estavam sendo introduzidos no Brasil fora de sua área de ocorrência.
  O levantamento deu origem a uma megaoperação desencadeada há duas semanas, a Teia. O Ibama concluiu que havia dezenas de grupos fechados no Facebook destinados ao tráfico dos animais.
  O Ibama tentou novamente uma conversa com o Facebook, e dessa vez resolveu apelar à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A empresa enviou representante, mas não alterou substancialmente sua política. Na reunião, ela argumentou sobre o risco de invasão da privacidade dos usuários da rede.
“Tentamos abrir um diálogo, mas tem sido muito difícil. O que precisamos é de um procedimento ativo do Facebook na prevenção. Se ele consegue identificar a foto de uma pessoa pelo rosto, não consegue identificar um pássaro ou um réptil que está sendo vendido?”, questiona Roberto Cabral Borges, coordenador de operações de fiscalização do Ibama.
  Para o órgão ambiental, o Facebook deveria providenciar algum controle sobre o material que circula em grupos fechados, a exemplo do que já realiza com outros tipos de crimes, como pedofilia e tráfico de drogas. Deflagrada no último dia 5 em 15 unidades da Federação com apoio das polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil e Militar nos estados, a Operação Teia resultou em 98 autos de infração, com multas no valor de R$ R$ 1,88 milhão.
  Foram resgatados 310 animais silvestres nativos da fauna brasileira que estavam mantidos em cativeiro, incluindo serpentes, jabutis, lagartos, jacarés, macacos, iguanas, escorpiões e aranhas.
  A legislação considera crime vender, expor à venda, exportar, adquirir, guardar e ter em cativeiro ou depósito esses animais. A pena prevista é de seis meses a um ano de prisão e multa. Também é crime ambiental a entrada de animais no país sem parecer técnico favorável e licença expedida pelo Ibama. A pena prevista é detenção de três meses a um ano e multa.
  O veto inclui ainda a comercialização de partes de animais, como pelos e peles. A regra foi estabelecida em uma revisão feita pelo Facebook de suas políticas para ofertas comerciais. No documento, liberado a rede social ressaltou a proibição de ofertas de armas e munições de qualquer tipo, drogas ilegais, prescritas ou recreativas, produtos para público adulto, bebidas alcoólicas ou que sejam relacionados a jogos de azar.
  A rede social também esclareceu em que situações podem ser vendidos produtos relacionados a animais.

  • O que não pode ser vendido:
 Animais vivos;
 Animais de estimação;
 Animais para pecuária;
 Partes de animais, como peliça, pele ou pelo de animal.
  • O que pode ser vendido:
 Jaulas para animais;
 Produtos para animais, como brinquedos e coleiras;
 Serviços veterinários;
 Cuidados Pessoais;
 Serviços de embarque.
  • As regras valem para as diversas áreas do Facebook, como:
  Marketplace (que reúne ofertas de pequenos vendedores);
grupos de compra e venda;
  Nas seções de comércio eletrônico de Páginas;
  Nas publicações de produtos no Instagram Shopping.

Via: ANDA | G1

28 de julho de 2018

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  Os pinguins encontrados em praias do Norte de Florianópolis, nesta segunda-feira (23), morreram por asfixia e afogamento, segundo resultados preliminares da necropsia, feita na manhã desta terça (24) pela Associação R3 Animal, ONG que trabalha no resgate, reabilitação e reintrodução de animais em seu habitat.
  De acordo com a presidente da R3 e coordenadora do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos), Cristiane Kolesnikovas, “os primeiros resultados indicam como causa de morte asfixia/afogamento provavelmente por captura incidental por rede de pesca”.
Mais de cem pinguins mortos foram recolhidos em praias do Norte da Ilha - Indra Vieyra/Divulgação
  Segundo Cristiane, ao ficarem enredados nas redes, há indícios como lesões externas (cortes e marcas de estrangulamento) e internas (no pulmão), que levam à asfixia e ao afogamento. O gerente do PMP-BS em Florianópolis, Emanuel Ferreira, disse que junto com os animais também foram encontrados apetrechos de pesca que estão sendo analisados.
  Até o final desta manhã, seis animais haviam sido examinados, mas todos os 108 deverão passar pela necropsia para chegar a um resultado mais contundente.
  A R3 Animal recolheu 18 aves nas praias de Cachoeira do Bom Jesus e 10 na praia de Ingleses, que foram levadas para o Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), no Parque Estadual do Rio Vermelho. Os 28 pinguins resgatados em terra eram todos juvenis.

  • Mais mortes
  Outros 80 pinguins que boiavam na mesma região foram recolhidos pelo monitoramento embarcado do Instituto Australis/Projeto Baleia Franca e encaminhados à Udesc de Laguna para a necropsia.
“Foram quatro horas até recolher todos os animais. Apenas um foi resgatado ainda com vida”, disse a presidente do Instituto Australis, Karina Groch.
  O Instituto Australis é uma das instituições executoras do PMP-BS Fase 1, e fica localizado em Itapirubá Norte (Imbituba) e, além do monitoramento embarcado realizado uma vez por semana na Baía Norte de Florianópolis, é responsável pelo monitoramento diário por terra desde a Praia do Rosa (Imbituba) até a Praia da Pinheira (Palhoça).
  As aves da espécie pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) costumam aparecer no litoral catarinense nessa época do ano, quando migram da Patagônia, na Argentina, em busca de alimento. Entretanto, segundo a veterinária, não é normal encontrar um número tão alto dessas aves, mortas, de uma só vez.
  A  orientação para quem encontrar pinguins mortos ou vivos precisando de atendimento é entrar em contato com a PMP-BS. O telefone para acionar o resgate de animais marinhos é o 0800 642 3341.

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